A Rua das Trinas, antiga Rua das Trinas do Mocambo, pertence a duas freguesias, Santos-o-Velho e Lapa.
A presença da corte naquele aprazível lugar junto ao rio propiciou a construção de casas senhoriais e de conventos, entre cujas cercas, limitadas por caminhos e estradas (actuais ruas da Esperança, das Trinas e do Quelhas), viria a surgir o núcleo inicial do Mocambo.
A Rua das Trinas é contígua ao bairro da Madragoa ( antigo bairro de Mocambo) cuja malha urbana apresenta características dos Sec. XVII, XVIII e XIX, com o seu tecido edificado na origem pré-pombalina e pombalina. A malha urbana é em quadrícula irregular e com descontinuidades de traçado, sendo formada por um conjunto de ruas principais paralelamente posicionadas em relação ao rio Tejo.
No sec. XVII, a Madragoa, era habitada maioritariamente por população negra proveniente das Colónias. Mais tarde, nos secs. XVIII e XIX, concentrou-se ali uma importante comunidade proveniente da região de Ovar que, acabou por imprimir características específicas ao bairro. Enquanto os homens se dedicavam à pesca, as mulheres - conhecidas por ovarinas ou varinas - vendiam peixe pelas ruas da cidade ou trabalhavam nas descargas de carvão e de areia, marcando todo um imaginário lisboeta com a sua figura e pregões.
A varina, o fado e a comemoração dos Santos Populares continuam inegavelmente ligados à cultura do bairro.
Neste momento, está em crescente desenvolvimento a promoção de Santos-o-Velho, como um importante pólo de divulgação de Design. Aqui concentram-se várias lojas de marca e Escolas da especialidade. Muitas das iniciativas são promovidas pelo – Santos Design District – SDD Associação Empresarial de Santos, fundada por um conjunto de agentes económicos da zona.
Hoje em dia, Santos-o-Velho é um local heterogéneo, onde a cultura popular convive com uma cultura mais cosmopolita e eclética. É um dos mais importantes centros de animação nocturna de Lisboa, albergando uma grande variedade de restaurantes, bares e locais de diversão.